Cirurgia ortognática

A cirurgia ortognática é indicada para corrigir discrepâncias no posicionamento dos ossos da face, promovendo equilíbrio entre função e estética. Essas alterações, conhecidas como deformidades dentofaciais, podem afetar não apenas o sorriso, mas também a respiração, a mastigação, a fala e a qualidade do sono.

De forma geral, essas deformidades são classificadas em diferentes padrões. Na Classe II, é comum que o maxilar superior esteja mais projetado ou a mandíbula mais retraída, resultando em um perfil mais convexo, queixo menos evidente e, muitas vezes, dificuldades respiratórias e mastigatórias. Na Classe III, ocorre o inverso, com a mandíbula mais projetada em relação ao maxilar superior, criando um perfil côncavo, além de alterações na mordida e na estética facial.

Essas condições podem trazer consequências importantes ao longo do tempo, como desgaste dentário, dores articulares, dificuldade para mastigar corretamente, além de impactos na autoestima e na qualidade do sono, especialmente quando associadas a quadros de ronco e apneia.

O tratamento envolve um planejamento minucioso, geralmente realizado em conjunto com a ortodontia, e hoje conta com o auxílio da odontologia digital. Por meio de um planejamento virtual, é possível simular o procedimento, prever resultados e garantir mais precisão e segurança em todas as etapas.

A cirurgia reposiciona os ossos de forma estratégica, buscando não apenas corrigir a mordida, mas também harmonizar o rosto como um todo, respeitando as características individuais de cada paciente.

O resultado vai muito além da estética. É uma transformação funcional e estrutural que proporciona melhora na respiração, na mastigação, na fala e na qualidade do sono, além de trazer mais equilíbrio facial e confiança para o paciente em todos os aspectos da sua vida.